quarta-feira, 23 de junho de 2010

Paranormalidade existe de verdade ?

Quando se trata de parapsicologia, o maior problema é o charlatanismo e as mentiras existentes relacionados aos fenômenos paranormais. É decepcionante o tempo perdido quando se tenta estudar e comprovar cientificamente tais fenômenos, quando é descoberto que é uma farsa. Com a existência de tantas farsas e charlatões, fica difícil acreditar em paranormalidade.
A Parapsicologia

Quando o naturalista inglês Charles Darwin lançou seu estudo ou teoria a respeito da origem das espécies, muitas pessoas perderam um pouco da fé na igreja católica pelo fato de que essa teoria vai de encontro a todas as coisas já ditas pela instituição sobre a “criação do homem”. Com isso a população foi criando uma necessidade muito grande de se acreditar em alguma coisa. Na mesma época, no estado de Nova Iorque, as irmãs Fox afirmavam que se comunicavam com espíritos de pessoas mortas. Pronto. Automaticamente esse fenômeno conquistou vários seguidores, quando as irmãs confessaram a fraude trinta anos mais tarde, já era tarde de mais e não tinha mais volta: as pessoas estavam impregnadas por uma nova religião: o Espiritismo.
 Essa religião originou um novo tipo de ciência: a parapsicologia.
         Todos conhecemos, ou pelo menos já ouvimos falar de fenômenos paranormais e creio que todos já ouviram falar em parapsicologia. Pois bem, a parapsicologia é a ciência que estuda e, por vezes, com experimentos ditos existentes, estuda esses fenômenos.


Muitas vezes, os parapsicólogos têm muita fé nesse tipo de poder, ou seja, acreditam mesmo que poderes paranormais sejam reais e ao fazer testes para estudar a veracidade destes, acabam por forjar as provas escondendo resultados negativos. Essa situação vem se tornando cada vez mais freqüente, fato que preocupa céticos e cientistas que acreditam que isso possa se tornar nocivo à população em geral.

Essa religião originou um novo tipo de ciência: a parapsicologia.
         Todos conhecemos, ou pelo menos já ouvimos falar de fenômenos paranormais e creio que todos já ouviram falar em parapsicologia. Pois bem, a parapsicologia é a ciência que estuda e, por vezes, com experimentos ditos existentes, estuda esses fenômenos.

Muitas vezes, os parapsicólogos têm muita fé nesse tipo de poder, ou seja, acreditam mesmo que poderes paranormais sejam reais e ao fazer testes para estudar a veracidade destes, acabam por forjar as provas escondendo resultados negativos. Essa situação vem se tornando cada vez mais freqüente, fato que preocupa céticos e cientistas que acreditam que isso possa se tornar nocivo à população em geral.
A parapsicologia tem a “honra” de ser a única pseudociência experimental embora seja muito difícil de chamar experimento um teste de parapsicologia. Isso sem contar que essa “ciência” ignora a todos os conhecimentos que venham da ciência. Não existe uma teoria que explique como o imaterial pode interagir com o material. Tentou-se correlacionar os fenômenos psi com diversos aspectos e se utilizou uma gama de instrumentos para investigar e por à prova a hipótese da existência desse fenômeno.
          Mas nem todos os parapsicólogos são de má índole. É o caso de Susan Blackmore, que após anos e mais anos de insucesso em tentativas de provar a existência desses fenômenos, desistiu da carreira de parapsicóloga. A atitude de Susan é extremamente invejável, pois ela teve a humildade de admitir que seus anos de pesquisas e testes falhos foram jogados fora além de coragem para investigar e ir mais a fundo sobre um assunto no qual Blackmore tinha muita fé.

O parapsicólogo brasileiro mais famoso de que se tem noticia é conhecido pelo nome de Padre Quevedo. Em seus artigos, afirma que pessoas capazes de “produzir” fenômenos paranormais seriam psicologicamente desequilibradas e precisariam de tratamento especifico para esse desequilíbrio.
Há um bom tempo, Quevedo tinha uma seção na revista eletrônica dominical Fantástico na qual tentava desvendar esses poderes. Parecia incrível que ele desvendasse TODOS os casos de paranormalidade, mas era só uma questão de atenção. O único caso de que consigo me lembrar é o de uma casa em que pedaços de vidro e espelho “voavam” pelos recintos do imóvel. A dona da casa alegava que havia assombrações e maus espíritos dentro do lugar e a equipe do programa acabou indo ao local e filmou as “paranormalidades”. Não era preciso ser cético muito menos um renomado parapsicólogo para perceber que os cacos eram jogados (sim, jogados-no sentido mais literal da palavra) por uma das filhas da dona de casa. Enfim... Era só prestar atenção. O mais ridículo foi que a revista falou e elogiou muito o padre depois disso pela extraordinária capacidade para desvendar mistérios.
Com o exemplo de Quevedo fica bastante claro que mesmo as pessoas mais esclarecidas têm uma necessidade muito grande de ter respostas para os assuntos que as afligem e seus questionamentos. Ao buscar respostas para tais dúvidas (que muitas vezes se dão pelo fato de as pessoas não terem uma base de pensamento cientifico e não saberem como desenvolve-lo.) acabam por entregar seus futuros nas mãos de tarólogos, astrólogos, videntes e etc., mas a ciência não aceita de forma alguma que o “ocultismo” possa influenciar no rumo da vida desses indivíduos, pois hoje a própria ciência pode “desvendar” esses fenômenos, os quais não conseguiria explicar a séculos atrás.
Os principais motivos para a crença em poderes paranormais são:
1-a impressão de exatidão que os “profissionais” passam ao fazer uma predição;
2-o mistério que normalmente é deixado em volta de uma predição.
Algumas predições realmente se tornam realidade, mas não passam de palpites estudados e, no caso de uma consulta a um paranormal, a própria pessoa acaba por revelar detalhes de informações que precisaria saber. Assim o médium poderia pescar alguns palpites e acertar a predição. Por exemplo:
Um bom manipulador consegue dar uma leitura de um estranho fazendo sentir a este que o manipulador possui um dom especial. Exemplo:
Algumas das suas aspirações tendem a ser irrealistas. Umas vezes sente-se extrovertido, afável e sociável, embora, por vezes, se torne introvertido e reservado. Descobriu que não deve ser muito franco e revelar-se aos outros. Orgulha-se do seu pensamento e não aceita as opiniões de outros sem as examinar. Gosta de alguma mudança e variedade e sente-se preso por limitações e restrições. Por vezes tem duvidas se agiu bem ou tomou a decisão correta. Disciplinado e controlado para os outros, tende a ser no fundo, inseguro.
Apesar das suas fraquezas, normalmente consegue compensá-las. Tem capacidades não usadas, que ainda não aproveitou a seu favor. Tem tendência a ser muito auto critico. Tem grande necessidade de que as outras pessoas gostem de si e que o admirem.
Efeito Forer: quanto mais vago o sonho ou premonição, mais exato (a) parecerá. Essa afirmação é um tanto quanto óbvia, pois quanto menos certeza tivermos ao afirmarmos alguma coisa, seja ela qual for, qualquer coisa lembrará a possível premonição.
Nunca leremos nos jornais entrevistas de clarividentes que falharam ao fazer premonições. Obviamente isso não prova que a clarividência não exista, mas encontrar casos de pessoas que tiveram premonições que se realizaram não significa que esse fenômeno exista. É necessário que se faça testes controlados em cima desses fenômenos para se chegar a uma conclusão embasada. Mas como já foi dito... Infelizmente os parapsicólogos muitas vezes forjam testes o que dificulta, e muito, uma boa conclusão sobre o assunto.
Teste de Paranormalidade: Telepatia
O poder psíquico facilmente é aceito pelas pessoas, no entanto é negado pela ciência. Contudo a paranormalidade pode ser de certo modo ser comprovada e avaliada por alguns testes simples. Eis a seguir um teste, com ele facilmente você poderá descobrir se tem alguma faculdade paranormal. Neste caso evidenciando a Telepatia
Material:
1- Para o teste será necessária a utilização do baralho ZENER. Constituído de 25 cartas, formado por cinco elementos básicos: estrela, cruz, círculo, quadrado, e onda. O baralho ficaria completo com: 5 cartas com o símbolo estrela, 5 cartas com o símbolo cruz, 5 cartas com o símbolo círculo, 5 cartas com o símbolo quadrado, 5 cartas com o símbolo ondas, somando assim um total de 25 cartas.
Veja o modelo das cartas e monte seu baralho Zener.
    
Esse teste é bastante famoso e pode ser forjado muito facilmente pelos supostos paranormais: os dois combinam a seqüência em que as cartas devem ficar na mesa e uma seqüência de contagem com um intervalo entre os números a serem contados (por exemplo, 1...2...3...4...5 da esquerda para a direita) assim as duas pessoas seriam tidas como  extra-sensíveis.
Quando são feitos experimentos adequadamente controlados, geralmente estes produzem resultados negativos, ou seja, são incapazes de demonstrar um único caso claro de poderes psíquicos ou fenômenos paranormais. Os estudos com resultados positivos são, em sua maioria, explicados por cálculos de probabilidade. Mas estudos negativos são veementemente rejeitados pelos devotos do psi. Quando pesquisadores encontram a mínima estranheza estatística, especulam que isso se deva a poderes paranormais. Essa situação se deve à fé que todos os crentes têm nestes fenômenos.
Sendo assim, fica ridículo correlacionar a psi com qualquer característica se ainda não se provou nem sua existência. Por isso a parapsicologia não é considerada uma ciência e nem realiza experimentos propriamente ditos. Alias a parapsicologia esta muito longe de transformar-se em uma ciência, pois mais de cem anos de pesquisas não foram suficientes para se provar um único fenômeno nesse sentido.
O paranormal mais conhecido do Brasil é Thomas Green Morton que durante anos vem dizendo que pode fazer brotar de suas mãos olhos perfumados, produz luzes com o grito “Rá!” e entorta colheres com a força do pensamento, foi desmascarado há pouco tempo pelo ilusionista James Randi. Mas não diretamente: pelo desafio que lançou no Fantástico: a pessoa que provasse ser um verdadeiro paranormal ganharia 1 milhão de dólares. A principio, o “Homem do Rá” aceitou e até se correspondeu com o ilusionista para saber mais detalhes do procedimento do desafio que ficou “no ar” por meses, pois Morton desistiu de enfrentar o desafio que seria feito sob testes e verificação controlados.
  
Essa não é a primeira vez que Randi desmascara um falso paranormal. Há muitos anos, um famoso homem com supostos “poderes paranormais”, realizou feitos incríveis, como por exemplo, a telepatia. Ganhou muito dinheiro demonstrando publicamente seu “dom”. Esse homem chamava-se Uri Geller e se tornaria conhecido por seus poderes extranormais, não fosse a descrença de alguns, que decidiram olhar mais de perto esses “fenômenos”. Um desses “descrentes” era James Randi, mágico na época, enviou dois de seus alunos (bons conhecedores de técnicas ilusionistas) a um laboratório que estava recrutando indivíduos paranormais com a missão de exibir fenômenos não explicáveis (truques). Esses pupilos adivinharam conteúdo de envelopes lacrados, entortaram hastes metálicas, etc e ficaram conhecidos como grandes para normais e foram convidados para diversos programas de TV e congressos, muitos deles ao lado do próprio Uri Geller. Finalmente, Randi o desmascarou em público e o criticou violentamente.
Uri Geller.
O ser humano só se deixa enganar por ser extremamente sugestionável e por possuir um pensamento seletivo. Mas o que é isso?
O pensamento seletivo funciona da seguinte maneira: quando ouvimos dizer que “Fulano” teve 25% de acertos em testes paranormais, mas acredita-se que essa pessoa seja mesmo um paranormal, descarta-se os 75% de erros cometidos pelo indivíduo para assimilar apenas os 25% favoráveis, ou seja, selecionamos os dados favoráveis a uma hipótese, enquanto ignoramos os dados desfavoráveis.
Conclusão:
Assim, concluímos que enquanto as pessoas não aprenderem a desconfiar de tudo que lhe dizem, nunca iremos desenvolver o pensamento cientifico e como conseqüência, a sociedade fica anestesiada enquanto pessoas “mais espertas” a engana e “descaradamente” controla o destino e os atos da população em geral.


A paranormalidade de Ubirajara.

Ubirajara é um rapaz de seus trinta anos, forte, moreno, tímido, de opinião própria, muito simpático. Possui um ego exaltado. A vaidade e o orgulho ainda são dois fatores marcantes em sua personalidade.

Há uns três anos, começou a ter visões, sonhos premonitórios, intuições sobre diversos assuntos. Esses poderes paranormais o têm deixado muito preocupado e inseguro. A menos de uma semana, teve uma visão sobre um desastre aéreo. O avião explodia no ar e caía sobre as casas no local onde morava. Por coincidência ou não, três dias após seu sonho concretizou-se. Um bimotor sobrevoando a casa caiu, causando a morte de três pessoas e duas casas foram destruídas.

“A paranormalidade, consiste em aprendermos a coordenar os nossos próprios pensamentos e desejos, canalizando energias para que atuem de forma favorável em seus propósitos.”

Segundo o parapsicólogo baiano e pesquisador de fenômenos paranormais, Clóvis Nunes, diz que: “Toda mediunidade é uma paranormalidade, mas toda paranormalidade é uma mediunidade.” Ubirajara não possui o dom da mediunidade. Suas visões, sonhos e intuições não carecem de uma consciência sem corpo, no caso, um espírito. A produção desses fenômenos vividos por Ubirajara, são manifestações psíquicas que pertencem a si próprio.

A falta de compreensão por parte da maioria da população, a respeito do que seja paranormalidade, está causando em Ubirajara, grandes problemas como preconceitos, zombarias. É visto por muitos como feiticeiro, bruxo, etc. Tudo isso o torna uma pessoa arredia de poucos amigos. Até mesmo entre seus colegas de trabalho da faculdade e familiares, sofre descriminações.
É necessário que as pessoas sejam mais esclarecidas sobre o fenômeno paranormais, para não ficarem achando que é uma doença. É sim um fato normal que ocorre com todas as pessoas em graus de maior ou menor intensidade. Todos os paranormais precisam ser ajudados e orientados para que possam fazer uso de tais fenômenos de maneira correta, sem mistificações.

Ubirajara, não possui nenhuma doença ou desequilíbrio psíquico que o comprometa. Precisa é conscientizar-se de seu processo paranormal e utiliza-lo de forma equilibrada em auxílio dos demais. Jamais deverá ficar achando que é uma provação ou algo semelhante. 

fenomenos paranormais

Este castelo em ruínas, no centro de São Paulo, foi palco de um crime misterioso. Ouvem-se gritos, gemidos e correntes arrastadas e até mendigos fogem do lugar. Conheça outras histórias de aparições e fenômenos inexplicáveis que fazem sucesso na tevê e na internet e provocam medo e fascínio nas pessoas 

Nada aguça mais a curiosidade e provoca o fascínio das pessoas do que mistérios sobrenaturais, fenômenos que não podem ser explicados pela ciência, como aparições, lugares mal-assombrados e espectros: quase todo mundo já ouviu ou tem alguma história de sustos e visões. Há até quem garanta que fotografou uma assombração, como é o caso de um visitante do castelo Gwrych, localizado em um vilarejo no norte do País de Gales. 

“Era um dia frio e sombrio. Senti uma presença estranha”, assegura Kevin Horkin, autor da foto da menina de vestido branco e feição triste numa janela do castelo que percorreu o mundo e atraiu caçadores de assombrações ao local. 

Um casal garantiu ter fotografado uma aparição sobrenatural que surgiu chorando no quarto de hotel que eles alugaram para as férias em Watford, na Inglaterra: a imagem de uma garotinha translúcida e esbranquiçada prostrada ao lado do aparelho de tevê. 

O casal foi até a recepção. Nervosos, marido e mulher mostraram a foto que tiraram do quarto aos funcionários, que não acreditaram neles. 

Mas os espectros não circulam apenas na Europa. A Tailândia teve regiões inteiras assoladas pelos tsunamis no final de 2004. Não bastasse esse terror, a população ainda teve que lidar, posteriormente, com as assombrações que, segundo relatos, ficaram vagando pelo sul do país, principalmente nas províncias de Phuket, Khao Lak e Krabi, na qual habitantes chegaram a evitar ir à praia por escutar risos e cantos vindo das areias. 

Na época, as histórias se multiplicaram. Um taxista disse ter atendido a um estrangeiro e sua noiva tailandesa que pediram para ir ao aeroporto e, no meio do caminho, desapareceram. 
Napaporn Phroyrungthong, gerente de um bar na praia de Patong, declarou que a província tailandesa de Phuket estava infestada de assombrações. “Eu acredito em aparições. 

O tsunami chegou muito rápido e os estrangeiros não compreenderam o que estava acontecendo. Os mortos pensam que ainda estão na praia e de férias”, afirmou em entrevista ao site “asiarecipe.com”. 

Na maioria dos relatos que envolvem vultos e aparições, eles costumam se comportar de modo inofensivo. Às vezes nem chegam a fazer contato com os vivos. Quando o fazem, o susto pode ser maior. “Certa noite eu deitei na cama e escutei uma voz. 

Achei que era minha mãe me chamando. Fui até o quarto dela e ela estava dormindo. Mais tarde, a voz me chamou novamente. Faz 4 anos que uma mulher me chama. 

Já aprendi a conviver com isso”, conta a curitibana Tamires Lopes Patrício, em um relato no site “sobrenatural.org”. No fim do texto, ela pede que as pessoas não a considerem “louca”. 
Mas nem sempre o contato vindo do desconhecido é amigável. 

O programa “Domingo Espetacular”, da “Rede Record”, está apresentando a série “Assombrações”, produzida pelo canal norte-americano “Discovery Channel”, que traz diversas histórias de aparições. 

A série mostra, entre os relatos, o capítulo “Os Esquecidos”, que revela a história de uma família que compra uma casa e, ao se mudar, descobre uma câmara secreta que ocultava uma construção que deveria ter sido um antigo calabouço. 

Ao abrir o local, um pequeno alçapão, iniciam uma luta longa e cruel com o que 
teoricamente seriam seres sobrenaturais que ali se escondiam e, libertos, passam a tentar reconquistar a casa.No cinema o assunto também faz sucesso. O filme “Atividade Paranormal”, produzido de modo independente e com baixo orçamento (US$ 15 mil ou R$ 26,6 mil), mostra um casal que acabou de se mudar para uma casa que apresenta as tais atividades paranormais de diversas formas. 

Objetos voam na direção deles, formas se movimentam por baixo dos lençóis, gavetas abrem e fecham sozinhas, barulhos estranhos são ouvidos pela casa e em alguns momentos o casal chega até a ser agredido. 

É uma ficção, mas foi inspirado em fatos reais vividos por pessoas que, como os personagens, não sabem o que fazer para se livrar das aparições. 

Já o site “scienceofghosts.wordpress.com”, administrado pelo professor norte-americano Richard Wiseman, que é graduado em psicologia e especialista em fenômenos paranormais, reúne fotos em que supostamente foram captados aparições e abre para votação e comentários para que os próprios internautas analisem e digam se a foto é de uma assombração ou não (veja alguns exemplos com os comentários ao longo da matéria). 

Segundo o próprio pesquisador, apenas 15% das fotos postadas no site ganharam a confiança dos internautas. 

Lugares assombrados 
Os relatos mais famoso envolvem antigas construções. Nos quatro cantos do mundo há lugares que carregam uma biografia arrepiante, como é o caso da Casa Branca – residência oficial do presidente norte-americano – que há gerações traz histórias assustadoras. 

A família do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já tem seus próprios relatos. Segundo a esposa de Obama, Michelle, há barulhos na sala e a sensação de uma presença constante, que às vezes “rói” os pés da primeira-dama. 

Há diversas histórias de castelos, casas e igrejas mal-assombradas, mas uma das mais assustadoras, é a da penitenciária Eastern State, no estado da Filadélfia (EUA). Em 2007, uma equipe de tevê foi fazer o programa “Most Haunted” (“Os Mais Assombrados”, em inglês) ao vivo no prédio já desativado e dois membros desmaiaram durante as buscas por aparições, enquanto outras pessoas relatavam estar vendo coisas e sentindo uma “energia muito ruim”. 

O Brasil também tem seus edifícios assustadores. O Teatro Municipal do Rio de Janeiro, segundo histórias de frequentadores e seguranças, é mal-assombrado pelo espectro poeta Olavo Bilac (1865-1918), que às vezes declama o discurso de inauguração do local. 

Em São Paulo há o famoso “castelinho da rua Apa”, um sobrado construído em 1912 que carrega um passado horripilante. Em 1937, seus três habitantes (dois irmãos e a mãe) amanheceram baleados. Desde esse dia ninguém pernoitou mais na casa. 

Quem tentou relatou sons de correntes se arrastando, gritos, gemidos, aparições e o eco dos tiros que mataram os moradores da casa, o que faz que nem moradores de rua se arrisquem a dormir no lugar. 

Mas reza a lenda que o lugar mais mal-assombrado do mundo é o Castelo de 
Chillingham, contruído há mais de 800 anos na Inglaterra com um único objetivo: o de ser cenário de execuções. 

Imagine quantas histórias de assombrações esse lugar não deve ter.

o apocalipse vai acontecer

Acredito ser um grande equívoco postular sobre o fim do mundo e a transição do milênio em relação ao terrorismo, as guerras e aos conflitos iminentes dos últimos anos. Ao analisarmos a história do homem não encontraremos nos últimos cinco mil anos uma única década que não tivesse tido uma única guerra num ou noutro país, cultura ou civilização

Sim, existem fenômenos paranormais

Jayme Roitman é psicólogo formado pela Universidade de São Paulo, pós-graduado em parapsicologia e membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas do CLAP, Centro Latino-Americano de Parapsicologia.

Uma pergunta, relativamente, freqüente formulada aos parapsicólogos é: “Você acredita em fenômeno paranormal?”. Entendo que uma resposta, com rigor, seria: “Claro que não!”. A crença é algo apropriado para assuntos ligados à fé, tais como questões religiosas, mas não para assuntos científicos. As crenças religiosas particulares requerem o que os teólogos chamam de “arroubos de fé”. Não há sentido para um cientista, no exercício da função científica, guiar-se por “arroubos de fé”, ele vai em busca de evidências.

Como parapsicólogo pesquiso evidências ou não da existência de fenômenos paranormais. Concomitantemente, a Parapsicologia vai em busca das características do referido fenômeno. As pesquisas de campo e, principalmente, as experimentais demonstram boas evidências da existência de fenômenos conhecidos como paranormais. Que parece não se encaixarem nos paradigmas científicos atuais. A postura cientifica requer a busca dos fatos, a partir dos quais são construídas ou confirmadas teorias e não o contrário. Concebo os fatos da realidade como uma pintura em uma tela e a ciência como a moldura. É preciso encontrar a moldura adequada para a tela e não o contrário. Pois neste caso, teríamos que cortar a tela para que ela se encaixasse na moldura. Em termos literais, estaríamos mutilando a obra de arte.

Neste momento é preciso superar um impasse, qual linha seguir neste texto? Como escrever este artigo? Ou melhor, para quem dirigi-lo? Para os especialistas e críticos, correndo o risco de torná-lo hermético? Neste caso teria que privilegiar o aprofundamento na discussão de nomenclatura e conceitos em parapsicologia, explicações sobre o fenômeno, questionamento do termo paranormal e substituição pela designação anômalo, etc. Ou seria mais produtivo dirigi-lo ao público em geral? Minha opção é a segunda, tentando simplificar, sem perda do rigor científico. O termo Paranormal neste artigo irá designar os relatos de Percepção Extra-Sensorial (ESP): telepatia, clarividência e precognição. Abarcando também os fenômenos parafísicos (popularmente conhecidos como poder da mente sobre a matéria).

Ao que tudo indica, há relatos de fenômenos paranormais, em todos os povos, em todas as épocas. A explicação de fenômenos de aparência paranormal sempre foi uma preocupação da humanidade. De um lado encontramos as explicações que vão atribuir tais fenômenos ao sobrenatural (entidades, fadas, demônios, etc.). Por outro lado encontram-se aqueles que estudam cientificamente tais fenômenos, sendo este o campo da Parapsicologia.

Charles Richet em 1905, introduziu a denominação de Metapsíquica ao estudo dos fenômenos paranormais. Dividiu a história da Metapsíquica em quatro períodos. O primeiro período inicia-se com a própria humanidade e termina com Mesmer (1778): é o período mítico. O segundo período é o magnético que vai desde Mesmer até as primeiras manifestações espíritas das irmãs Fox (1847). O terceiro é o período espiritual: estende-se desde as irmãs Fox até Willian Crookes (1847-1870). Finalmente o quarto período é o científico, inicia-se com Crookes (em 1870) e estende-se até a época atual.

Em 1882 pesquisadores respeitáveis fundaram a Society For Psychical Research (Sociedade de Pesquisas Psíquicas) em Londres. Logo surgiu uma filial com o mesmo nome nos Estados Unidos (1855). No decorrer dos anos, em vários países surgiram sociedades semelhantes.

No começo do século XX investigações universitárias foram feitas na Universidade de Stanford e Harvard. Em 1927 constitui-se o primeiro laboratório de Parapsicologia na Universidade de Duke, E.U.A., dirigido por J. B. Rhine.

Rhine pesquisou em laboratório a Percepção Extra-Sensorial e fenômenos Parafísicos, utilizando-se de ferramenta nobre em termos de metodologia científica, a estatística. Para a pesquisa de ESP utilizou-se do baralho Zener, 25 cartas com cinco símbolos - quadrado, cruz, onda, círculo e estrela. Vejamos o resumo dos resultados obtidos durante a década 1930/1940. As provas de Percepção Extra-Sensorial à distância alcançaram 497.450 ensaios, obtendo-se média de 31,50% de acertos acima do 20% teórico. Tiveram lugar 907.030 experiências de precognição com um resultado de 39% de acertos, que excedem em 19% a freqüência esperada pelo acaso.

Na década de 70 dois físicos, Russel Targ e Harold Puthoff, no Instituto Stanford de Pesquisas(SRI) desenvolveram uma técnica denominada Visão Remota. Uma pessoa (receptor) tentava descrever o lugar em que uma outra pessoa (emissor) estava. O local era escolhido de forma aleatória, quando o emissor encontrava-se distante do receptor. Os resultados foram significativos, propiciando evidência de fenômeno paranormal.

Atualmente, praticamente não se utiliza o baralho Zener, pois existe uma técnica que tem apresentado resultados significativos em favor de ESP. Chama-se Psi-Ganzfeld (do alemão, campo completo). Consiste em que uma pessoa esteja confortavelmente instalada em uma poltrona reclinável. Sobre cada um dos seus olhos é colocada meia bolinha de pingue-pongue, com projeção de luz vermelha sobre estas. Nos ouvidos, um fone transmite ruído branco, parecido ao som de rádio fora de estação. A pessoa tenta “adivinhar” um alvo escolhido, entre quatro, com o qual não tem contato sensorial.

Citei algumas pesquisas importantes de laboratório em Parapsicologia, dentre muitas outras em Universidades (Alemanha: Universitãt Freiburg; Áustria: Universitãt Innsbruck; Holanda: University of Amsterdam; Grã-Bretanha: University of Edimburg e Cambridge University; Brasil: Interpsi/PUC-SP; Estados Unidos: Princeton University; etc.) e Institutos privados (Estados Unidos: Rhine Research Center; Brasil: CLAP; Argentina; Instituto de Psicologia Paranormal; etc.). No Brasil existem teses de Mestrado e Doutorado, com temas em Parapsicologia, em Universidades respeitadas, tais como USP, PUC-SP e UNICAMP.

Os milhares de relatos, pesquisa de casos espontâneos e principalmente, os resultados significativos em laboratório, levam-me a repetir o que escrevi no início deste artigo: há evidências da existência de fenômenos paranormais.

Este artigo está inserido em um contexto, o quadro do programa Fantástico da Rede Globo: Desafio Paranormal. O mágico canadense radicado nos EUA, James Randi oferece US$ 1 milhão a quem demonstrar um fenômeno paranormal, com hora marcada. Os estudos parapsicológicos demonstram que os fenômenos paranormais são espontâneos, até hoje ninguém demonstrou ter controle absoluto sobre eles. Portanto, alguém ganhar o prêmio do desafio, é possível, mas muito improvável. Ninguém ganhar o prêmio não significa que o fenômeno não exista, prova que ninguém teve controle absoluto sobre a manifestação de fenômeno paranormal. É algo que os parapsicólogos também afirmam. O mérito do desafio é desmascarar charlatães.

Qualquer afirmação sobre a existência ou não de fenômeno paranormal baseada no trabalho de Randi, é portanto falaciosa.